Brendan Smialowski / AFP
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Biden diz que seu governo não será um 'terceiro mandato de Obama'

Em primeira longa entrevista, presidente eleito afirmou que o mundo agora é totalmente diferente daquele em que foi vice-presidente com Barack Obama

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2020 | 04h45
Atualizado 25 de novembro de 2020 | 17h18

WASHINGTON - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na terça-feira, 24, que o seu governo não será "uma terceira gestão Obama" em entrevista à NBC, a primeira desde que foi eleito. 

“Este não é um terceiro mandato de Obama. Enfrentamos um mundo totalmente diferente do que enfrentamos na administração Obama-Biden (2008-2016)”, respondeu. “O presidente Trump mudou o cenário.”

O democrata afirmou que seu governo pretende representar o "espectro do povo americano e o espectro do Partido Democrata", destacando que até consideraria indicar nomes para sua equipe de algum republicano que votasse em Trump. "Quero esse país unido", justificou. 

Na entrevista para a NBC, Joe Biden reafirmou que seu governo terá uma agenda "progressista". Questionado sobre cargos para os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, que iniciaram a corrida eleitoral mas depois deram apoio ao democrata, disse que "nada está fora de questão". Mas reconheceu que tirar alguém do Senado ou da Câmara dos Deputados é "uma decisão muito difícil". 

Biden também afirmou que já conversou com mais de 20 líderes mundiais e disse que "eles estão empolgados". O democrata lembrou que o governo de Donald Trump agora está facilitando a transferência do poder, depois de levantar o bloqueio que havia imposto à transição. “Devo dizer que a abordagem tem sido sincera, não tem sido relutante até agora e não espero que seja”, disse Biden

O líder democrata explicou que oficiais de segurança nacional do atual governo "imediatamente" contataram sua equipe de transição para iniciar a transferência de poder depois que Trump deu a luz verde na segunda-feira.

“Eles já estão trabalhando para que eu receba diariamente os relatórios presidenciais, estamos trabalhando em uma reunião com a equipe do coronavírus da Casa Branca”, explicou o presidente eleito, que disse que seu objetivo é distribuir a vacina. "Então, acho que não chegaremos tão atrasados ​​(quando chegarmos à Casa Branca) como pensávamos".

Embora não tenha reconhecido abertamente a vitória de Biden, nesta segunda-feira Trump autorizou o início da transferência do poder para os democratas. Com esse reconhecimento, veio a certificação pela Administração de Serviços Gerais (GSA) da aparente vitória de Biden, um processo necessário para iniciar a transição, e o anúncio do presidente eleito de que as reuniões começarão em breve.

Quase imediatamente, os atuais órgãos do governo iniciaram a transferência de poderes e o presidente eleito anunciou que as reuniões começariam em questão de dias.

O Pentágono, por exemplo, anunciou segunda-feira à noite que, à luz da determinação do GSA, os democratas já haviam contatado o departamento e estavam preparados para "dar apoio" aos vencedores da eleição./ Com agências internacionais 

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