AP Photo/Andrew Harnik
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Biden diz que Putin é 'assassino' e pagará preço por interferir na eleição dos EUA

Em entrevista a rede de televisão, presidente dos EUA afirmou que consequências serão vistas 'em breve'

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2021 | 13h56
Atualizado 17 de março de 2021 | 14h12

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quarta-feira, 17, que o presidente russo, Vladimir Putin, enfrentará consequências por ter autorizado esforços para prejudicar a campanha de Biden e apoiar a reeleição de Donald Trump com a disseminação de desinformação. Ele também qualificou o líder russo como assassino.

"Ele vai pagar o preço", disse Biden à ABC News em entrevista nesta quarta. Questionado sobre quais seriam as consequências, respondeu: “Você verá em breve”. Biden disse que conhece Putin "relativamente bem" e que há lugares em que é de interesse das duas nações trabalhar juntos, como no caso de acordos nucleares. Porém, questionado sobre se achava que Putin era um assassino, respondeu: "Sim, acredito."  

"A coisa mais importante ao lidar com líderes estrangeiros, e tenho interagido com muitos em minha carreira, é conhecer o outro". Antes de ser presidente dos EUA, Biden foi presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado e vice-presidente durante a gestão de Barack Obama (2009-2017. 

Um relatório de inteligência dos EUA divulgado na terça reforçou a longa lista de alegações de que Putin estava por trás da interferência russa nas eleições para disseminar informações falsas, prejudicar as instituições americanas e beneficiar Trump, o candidato derrotado. A Rússia disse que as acusações são infundadas. 

De acordo com o documento, Putin autorizou "operações de influência destinadas a prejudicar a candidatura do presidente Biden e do Partido Democrata, apoiando o ex-presidente Trump, minando a confiança pública no processo eleitoral e exacerbando as divisões sociopolíticas nos EUA". 

O novo relatório disse que Putin sabia e "provavelmente dirigiu" os esforços de interferência eleitoral. "Avaliamos que os líderes russos preferiram que o ex-presidente Trump ganhasse a reeleição, apesar de perceber algumas das políticas de seu governo como anti-Rússia. Temos grande confiança nesta avaliação", afirmou o relatório.

Como na eleição de 2016, a chamada fábrica de trolls russa divulgou histórias depreciativas nas redes sociais sobre Biden e os democratas e reclamou da suposta censura por parte das empresas de tecnologia. E também procurou exacerbar as divisões nos EUA em questões de justiça racial. / Com informações da Reuters 

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