AP Photo/Carolyn Kaster
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Biden diz ter pedido a Fauci que faça parte de sua equipe de covid-19 

Especialista em doenças infecciosas é membro da força-tarefa anti-coronavírus de Trump; em entrevista à CNN, Biden afirmou ainda que emitirá ordem para que os americanos usem máscaras em prédios federais e nos transportes interestaduais

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2020 | 20h38

WASHINGTON - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, informou nesta quinta-feira, 3, que pediu ao especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci para que continue seu trabalho e atue como consultor médico chefe da equipe de covid-19 do governo democrata. "Eu pedi a ele que permaneça exatamente no mesmo papel que teve", declarou Biden em entrevista à CNN, referindo-se ao especialista ameaçado de demissão pelo atual presidente americano, Donald Trump.

Na entrevista, Biden também disse que escolherá a vacina quando Fauci disser que é segura e a levará à população. "É importante comunicar ao povo americano que é seguro tomar a vacina”, disse. 

Ainda na entrevista, o democrata assegurou que, uma vez no cargo, emitirá uma ordem para que os americanos usem máscaras em prédios federais e nos transportes interestaduais, como aviões e ônibus. “Vou pedir ao público 100 dias de (uso) máscara”, disse Biden. "Não para sempre, 100 dias." 

Fauci, membro da força-tarefa anti-coronavírus do governo Trump, se encontrou com a equipe do presidente eleito nesta quinta-feira para suas primeiras conversas com a nova administração sobre como combater o vírus que já matou cerca de 273 mil americanos.

O especialista disse à CBS, antes do encontro, que gostaria que o processo de transição tivesse começado mais cedo. Trump, o presidente republicano em fim de mandato, está contestando os resultados da eleição de 3 de novembro, e seu governo só deu aval para a transição começar no dia 23 de novembro.

Por ser o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, Fauci é o membro mais destacado da força-tarefa da Casa Branca desde que a pandemia começou, e discordou de Trump muitas vezes sobre a maneira de enfrentar o vírus.

As mortes decorrentes da pandemia de coronavírus nos EUA em 24 horas passaram de 3 mil na quarta-feira no momento em que a estação mais perigoso do ano para doenças respiratórias se aproxima no hemisfério norte. /REUTERS, AFP e AP

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