Jim Watson, Saul Loeb/AFP
Jim Watson, Saul Loeb/AFP

Biden e Trump cruzam o Meio-Oeste na reta final da campanha

A dias da eleição, os candidatos marcam presença nos Estados-pêndulo, que devem decidir a corrida

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2020 | 13h36

A menos de 100 horas da eleição presidencial dos Estados Unidos, as campanhas de Donald Trump e Joe Biden se espalham pelos Estados-pêndulo, que devem decidir a corrida. Nesta sexta-feira, 30, Trump marcará presença em Michigan, Minnesota e Wisconsin, enquanto Biden viaja para Minnesota, Wisconsin e Iowa. 

Biden já chegou a dizer que ganharia em Michigan, Wisconsin e Minnesota, três Estados concorridos que podem ser a chave da vitória. Sua decisão de incluir Iowa como destino na reta final de sua campanha - junto com a Geórgia, outro estado onde Trump venceu com folga em 2016 - é mais um sinal de confiança.

“Não confio demais em nada”, afirmou Biden esta semana. “Apenas quero ter certeza de que vamos conquistar cada voto possível”. 

Os eventos desta sexta ocorrem um dia após um duelo de aparições em atos de campanha na Flórida, o prêmio mais difícil de arrematar na eleição da próxima terça - e um Estado que as pesquisas recentes sugerem que está efetivamente empatado. 

A rara convergência dos dois na mesma cidade, Tampa, no mesmo dia, foi um dos sinais mais claros de que os dois candidatos estavam longe de estar confiantes na vitória na Flórida.

Embora Biden tenha ganhado terreno com os eleitores mais velhos que já foram parte sólida da base de Trump, o presidente é extremamente popular entre os republicanos conservadores da Flórida, e recentemente fez incursões entre os eleitores latinos. Na quinta, ele tentou conquistar independentes e moderados com alegações de corrupção entre os democratas, uma linha de ataque que tem tido dificuldade de fazer colar contra Biden. 

Na quinta, a divulgação de dados mostrando um crescimento econômico recorde durante o terceiro trimestre ofereceu a Trump uma rara oportunidade de apregoar uma boa notícia na reta final da campanha. Mas, em Tampa, ele gastou apenas cerca de 10 minutos na economia e zombou dos republicanos que o aconselharam repetidamente a se concentrar em seu legado econômico em vez de atacar os inimigos.

“Eles dizem: ‘Fale sobre seu sucesso econômico. Fale sobre o 33,1%, o maior da história ', disse Trump em um discurso, referindo-se ao crescimento do PIB, horas antes de Biden aparecer em um comício na cidade. "Agora, olhe, quantas vezes eu posso dizer isso?", questionou. 

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Biden foi mais disciplinado enquanto continuava a martelar a forma como o presidente lida com o coronavírus, num estado onde o número de mortos por covid-19 passa dos 16 mil. Ele também fez um aceno direto aos latinos, grupo demográfico que tem lutado para conquistar, ao discutir os abusos dos direitos humanos em Cuba e na Venezuela.

“O presidente Trump não pode promover a democracia e os direitos humanos para o povo cubano ou venezuelano, já que elogiou tantos autocratas em todo o mundo”, disse Biden durante um discurso no condado de Broward, um reduto democrata .

O ex-vice-presidente reconheceu o papel único que o Estado pode ter em determinar o vencedor. “Se ganharmos na Flórida, acabou”, disse ele, ao visitar um escritório de campanha ao ar livre em Fort Lauderdale.

Mas, assim como com Trump, não ficou claro se sua mensagem repercutirá entre um número suficiente de eleitores a ponto de ajudar a garantir uma coalizão vitoriosa./ NYT

 

 

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