Larry Downing/Reuters
Larry Downing/Reuters

Biden escolhe general reformado Lloyd Austin para secretário de Defesa, diz site

Segundo o site 'Politico', militar estava sendo cotado há tempos para o cargo; se confirmado, será o primeiro negro a comandar o Pentágono

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2020 | 21h58
Atualizado 08 de dezembro de 2020 | 09h23

WASHINGTON - O site americano Politico afirmou, na noite desta segunda-feira, 7, que o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu o general aposentado Lloyd Austin para ser seu secretário de Defesa. O site cita três fontes próximas do democrata. Se confirmado, Austin, há muito tempo cotado para a posição, será o primeiro negro a comandar o Pentágono

Veterano de conflitos no Iraque e no Afeganistão, o general de reserva de 67 anos supervisionou as forças dos EUA no Oriente Médio como chefe do Comando Central sob o governo do ex-presidente Barack Obama. Biden disse a repórteres que anunciaria a escolha de seu secretário de Defesa na sexta-feira, mas segundo o Politico ele pode confirmar o nome nesta terça-feira.

A decisão vem duas semanas depois que Biden anunciou os outros membros seniores de sua equipe de Segurança Nacional. Embora Michèle Flournoy - amplamente vista como a escolha de Hillary Clinton para ser secretária de Defesa caso ela tivesse vencido em 2016 - tenha sido inicialmente cogitada para o cargo, Biden, de acordo com o Politico, está sob pressão para nomear um negro para ser seu secretário de Defesa.

Austin deixou as forças armadas em 2016 e trabalhou na indústria da defesa, como muitos de seus antecessores. É membro do conselho de administração da Raytheon Technologies, o que lhe rendeu críticas de alguns setores progressistas.

Nos últimos dias, ele emergiu como principal candidato, embora Biden também tenha considerado o ex-secretário de Segurança Interna Jeh Johnson para o cargo, como várias pessoas familiarizadas com as discussões relataram ao Politico.

No entanto, as fontes destacaram as preocupações persistentes sobre o mandato de Johnson no governo Obama. Johnson foi criticado por seu histórico de expansão da detenção de famílias imigrantes e aceleração de deportações, bem como por aprovar centenas de ataques de drones contra civis./COM REUTERS  e AFP

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