Biden: EUA não têm planos de levantar embargo a Cuba

Os Estados Unidos não estão planejando levantar o embargo a Cuba, disse neste sábado o vice-presidente, Joe Biden. Quando perguntado por repórteres durante encontro de líderes progressistas no Chile se Washington planeja levantar o antigo embargo a ilha, Biden respondeu: "Não".

AE-AP, Agencia Estado

28 de março de 2009 | 19h51

Ele e o presidente Barack Obama "acham que o povo cubano deveria determinar seu próprio destino e deveriam poder viver em liberdade", disse Biden após participar da Cúpula de líderes progressistas da América Latina, Europa e EUA. Uma "transição" é necessária na política de Washington com relação a ilha comunista, mas o vice-presidente norte-americano disse que estava no Chile "para falar sobre economia e não Cuba".

Governos de esquerda ou de centro-esquerda foram eleitos na Venezuela, Bolívia, Equador, Brasil, Argentina, Chile, Honduras e Uruguai nos últimos anos, e pelo menos cinco líderes latino-americanos visitaram Cuba este ano.

Vários desses governos tem instado Washington a levantar o embargo, dizendo que tal passo iria melhorar as relações de Washington com toda a região.

Obama declarou durante a campanha presidencial que estaria disposto a se encontrar com o presidente cubano, Raul Castro, sem precondições e apoiando o afrouxamento das restrições para viagem de famílias norte-americanas e remessas de valores para a ilha. Ele não se mostrou favorável, porém, ao fim do embargo de 47 anos por completo.

Também participaram da Cúpula em Viña del Mar o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente argentina Cristina Fernandez e o primeiro-ministro da Noruega Jens Stoltenberg. Os governantes encerraram o evento neste sábado com a promessa de responder aos protestos contra a Cúpula do G-20, que acontece em Londres na próxima semana, com medidas para revitalizar a economia mundial.

Biden disse que os manifestantes "devem nos dar a chance de responder com propostas concretas". Ao encerrar a coletiva de imprensa, o vice-presidente dos EUA disse que os líderes compartilham da ideia comum de promover a "transparência e responsabilidade final" das instituições financeiras internacionais.

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