Carolyn Kaster/AP - 25/2/2022
Carolyn Kaster/AP - 25/2/2022

Biden indica a primeira mulher negra para Suprema Corte dos EUA

Ketanji Brown Jackson, ex-defensora pública de 51 anos, será a terceira pessoa negra a ocupar uma cadeira na Corte em 233 anos de história do tribunal superior

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2022 | 19h13

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Joe Biden, nomeará a juíza federal Ketanji Brown Jackson para substituir o juiz aposentado Stephen G. Breyer na Suprema Corte. A escolha cumpre a promessa de campanha do líder americano de indicar a primeira mulher negra ao tribunal. Ketanji, uma ex-defensora pública de 51 anos, será ainda a terceira pessoa negra a ocupar uma cadeira na Corte em 233 anos de história do tribunal superior. 

Com a nomeação, ela será o segundo negro na atual composição da Suprema Corte – o juiz Clarence Thomas, um conservador, é o outro. Ketanji, que traria uma formação pessoal e profissional diversificada para a Corte, se juntaria a uma ala liberal significativamente diminuída – hoje em 6 a 3. 

Ela provavelmente votará com os liberais nas questões mais controversas enfrentadas pela Suprema Corte, incluindo ação afirmativa, aborto, proteções LGBTQIA+ e direitos de armas – mas estaria substituindo outro liberal mais de 30 anos mais velho do que ela.

Ketanji atuou como juíza de primeira instância em Washington por oito anos antes de Biden elevá-la no ano passado ao influente Tribunal de Apelações dos EUA.

A indicação da juíza está sujeita à confirmação do Senado, onde os democratas detêm a maioria por uma margem de 50 a 50, com a vice-presidente Kamala Harris como voto de desempate. Os líderes do partido prometeram uma aprovação rápida. 

No entanto, o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, disse estar ansioso para se encontrar com Jackson e “estudar seu histórico, visões legais e filosofia judicial”. McConnell votou contra a indicação dela ao tribunal.

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