Robyn Beck / AFP
Robyn Beck / AFP

Biden nega acusação de abuso sexual contra ex-assessora

Tara Reade, ex-funcionária de Biden quando ele era senador, nos anos 90, disse ter sido abusada sexualmente por ele

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2020 | 10h15

WASHINGTON - Candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden negou as acusações feitas por uma ex-assessora sobre seu envolvimento em um caso de violência sexual. Por meio de um comunicado, o ex-vice presidente de Barack Obama disse que a acusação é falsa.

"Não são verdadeiras. Isso nunca aconteceu", escreveu Biden. O democrata vinha sendo pressionado a responder pessoalmente às acusações de Tara Reade, de 56, que trabalhava em seu gabinete no Senado nos anos 1990.

Uma vizinha de Tara na época do suposto caso, Lynda LaCasse, disse ao Washington Post que enquanto morava perto da ex-assessora, entre 1995 e 1996, ela teria revelado que "Joe Biden a agrediu sexualmente".

"Ela (Reade) disse que ele (Biden) a colocou contra uma parede, pôs a mão por baixo de sua saia e os dedos dentro dela", contou LaCasse, que não deu outros detalhes e também não aceitou conceder entrevista.

Reade, que trabalhou para Biden por nove meses, em 1993, disse em entrevista ao Washington Post, no ano passado, que Biden colocou as mãos nos seus ombros e no seu pescoço enquanto ela trabalhava no escritório do senador.

O jornal New York Times entrevistou pessoas que trabalharam com Biden no início dos anos 90. Várias delas alegaram não ter ouvido nada sobre isso e que esse tipo de acusação não corresponde à personalidade de Biden.

Em 2019, várias mulheres disseram que Biden era "muito afetuoso de uma maneira que as deixava desconfortáveis". A acusação de Reade de que Biden a havia agredido sexualmente foi a primeira do gênero contra ele. / AFP e The Washington Post

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