STEPHANE DE SAKUTIN/AFP
STEPHANE DE SAKUTIN/AFP

Biden nomeará Antony Blinken como Secretário de Estado dos EUA

Se confirmado pelo Senado, Blinken substituiria Mike Pompeo, cujas prioridades na vanguarda da diplomacia dos EUA incluíam uma relação intransigente com a China

AFP, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2020 | 04h48
Atualizado 23 de novembro de 2020 | 06h33

WASHINGTON - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja nomear o diplomata Antony Blinken como secretário de Estado. A decisão é vista pelos analistas como uma possível retomada do multilateralismo pelo governo norte-americano, após o afastamento de aliados tradicionais durante o governo Donald Trump.

Blinken, de 58 anos, é um dos principais colaboradores do Partido Democrata em termos de política externa. O diplomata foi o número dois do Departamento de Estado durante o governo Barack Obama, quando Biden era vice-presidente.

Se for confirmado pelo Senado, Blinken substituiria Mike Pompeo como chefe da diplomacia americana. Com Pompeo à frente, o Departamento de Estado manteve relações intransigentes com a China e pressão sobre o Irã.

Ainda de acordo com analistas, a designação de Blinken poderia contribuir para tranquilizar aliados tradicionais dos EUA, deixados de lado - e muitas vezes insultados - por Pompeo. 

Nascido em Nova York, Blinken tem fortes vínculos com a Europa. O diplomata frequentou a escola secundária em Paris, onde seu padrasto - um sobrevivente do holocausto - exercia a advocacia.

Outros nomes

De acordo com o chefe-de-gabinete de Biden, Ron Klain, o presidente eleito nomeará os primeiros membros de seu governo na terça-feira. "Verão as primeiras escolhas do presidente eleito para seu gabinete na terça-feira desta semana", disse Klain, no domingo, à rede americana ABC.

O jornal The Washington Post e outros meios de comunicação informaram que o posto de conselheiro de segurança nacional será entregue a Jake Sullivan, outro assessor veterano de Biden.

Já o cargo de embaixador dos EUA na ONU deve ser entregue a Linda Thomas-Greenfield, que era a responsável pela África no Departamento de Estado durante a administração Obama.

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