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Biden nomeia congressista indígena que já criticou Bolsonaro para comandar Interior

Deb Haaland, do Novo México, pode ser primeira nativa americana no cargo

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2020 | 23h34

WASHINGTON - O presidente eleito Joe Biden anunciou na quinta-feira, 17, a nomeação da congressista Deb Haaland, do Novo México, como secretária do Interior. Haaland, que pode se tornar a primeira indígena americana a assumir o cargo, já criticou publicamente o presidente Jair Bolsonaro.

Se tiver a indicação aceita pelo Senado, Haaland, do Pueblo de Laguna, assumiria uma agência que tem forte influência sobre as quase 600 tribos reconhecidas pelo governo federal, assim como sobre grande parte das terras públicas, canais, parques nacionais e riquezas minerais do país.

A congressista criticou publicamente Bolsonaro mais de uma vez. Em março de 2019, ela assinou um artigo com a deputada deputada brasileira Joênia Wapichana (Rede-RR), para o The Washington Post, criticando políticas climáticas dos governos Trump e Bolsonaro. Seu nome consta na carta enviada ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pedindo que os deputados brasileiros não aprovassem o Projeto de Lei 2633/2020, que ficou conhecido como "PL da Grilagem". 

Biden também anunciou o regulador da Carolina do Norte Michael Regan para liderar a Agência de Proteção Ambiental. Regan se tornou o chefe ambiental na Carolina do Norte em 2017 e ficou famoso por buscar a limpeza de toxinas industriais e ajudar as comunidades de baixa renda e minorias mais afetadas pela poluição.

Biden disse que as seleções completam o que ele disse ser uma equipe climática experiente, pronta desde seu primeiro dia no cargo para enfrentar a "inegável, acelerada e punitiva realidade das mudanças climáticas". As escolhas também ajudam Biden a cumprir sua promessa de montar um Gabinete que reflita a diversidade da América. /Com AP

 

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