Erin Scott/Pool via EFE/EPA
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Biden nomeia enviado para negociar com Coreia do Norte e promete pragmatismo nas conversas

Sung Kim é subsecretário em exercício do Departamento de Estado dos EUA para o Leste Asiático e o Pacífico e foi representante especial para a política da Coreia do Norte entre 2014 e 2016

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2021 | 20h33

WASHINGTON  -O presidente americano, Joe Biden, nomeou nesta sexta-feira, 21, o diplomata Sung Kim como enviado especial dos EUA à Coreia do Norte. Com a nomeação, o democrata promete dar passos pragmáticos para reduzir as tensões entre os dois países.

“Não temos ilusões sobre a dificuldade (de convencer a Coreia do Norte a abandonar seu arsenal nuclear). É uma meta incrivelmente difícil”, disse a repórteres. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva na Casa Branca, onde Biden recebeu o presidente sul-coreano, Moon Jae-in. 

Kim é o atual subsecretário em exercício do Departamento de Estado dos EUA para o Leste Asiático e o Pacífico. Biden descreveu o enviado como um diplomata de carreira com profunda experiência na Península Coreana. Moon afirmou que a nomeação reflete o compromisso de Washington de buscar um caminho diplomático com a Coreia do Norte.

Kim foi embaixador na Indonésia, nas Filipinas e na Coreia do Sul, além de ter exercido o cargo de representante especial para a política da Coreia do Norte entre 2014 e 2016, durante o governo Barack Obama, no qual Biden atuou como vice-presidente.

O presidente americano reiterou seu compromisso com a Coreia do Sul, um de seus principais aliados regionais, de coordenar a política em relação a Pyongyang e lidar com a crise dos mísseis. "Estamos ambos (Washington e Seul) profundamente preocupados com a situação. Nossos dois países também compartilham a disposição de se engajar diplomaticamente para que a Coreia do Norte tome medidas pragmáticas e reduza as tensões enquanto avançamos em direção ao nosso objetivo final de alcançar a desnuclearização da península coreana”, afirmou.

A nova abordagem da era Biden descarta o "tudo ou nada" de Donald Trump e a "paciência estratégica" de Barack Obama, apostando em uma espécie de meio-termo que busca o diálogo diplomático em fases e que busca reacender conversas que permanecem congeladas desde o fracasso da cúpula de Hanói em 2019. 

Gaza e a solução de dois Estados

Biden também falou sobre o conflito entre Israel e Hamas. O presidente americano prometeu ajudar a organizar os esforços para reconstruir Gaza e disse que a criação de um Estado palestino ao lado de Israel é a única resposta para o conflito.

Ele também pediu a Israel que acabe com as lutas entre comunidades em Jerusalém, que estiveram na origem dos confrontos nos últimos dias. No entanto,enfatizou que não há mudança em (seu) compromisso com a segurança de Israel e acrescentou que não haverá paz até que a região inequivocamente reconheça a existência de Israel. /AFP e EFE

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