EFE/MICHAEL REYNOLDS
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Biden ordena sanções econômica contra militares de Mianmar após golpe

Presidente americano disse que governo deve bloquear acesso de generais a 1 bilhão de dólares em ativos nos EUA, e promete novas punições

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2021 | 17h08

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira, 10, que o governo americano vai impor sanções contra militares de Mianmar. A intenção punir é os líderes do golpe de Estado que prendeu a chefe de governo Aung San Suu Kyi e outros políticos do país asiático, no início deste mês. 

Biden disse que vai assinar uma ordem executiva que vai bloquear o acesso de generais de Mianmar ao equivalente a 1 bilhão de dólares em ativos nos EUA. A sanção também deve se aplicar a entidades que tenham ligação com os responsáveis pelo golpe militar. O presidente americano também disse outras punições devem ser impostas ao país. 

“Os militares devem abdicar do poder que capturaram e demonstrar respeito pela vontade do povo”, disse Biden. 

Em Mianmar, também nesta quarta, multidões protestaram nas ruas contra o golpe militar, mesmo após as forças de segurança no país aumentarem o uso da força contra manifestantes e o diretório do partido político de Suu Kyi ter sido invadido. 

Moradores estimam que dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas em Yangon e Mandalay, as maiores cidades do país. Atos também ocorreram na capital, Naypyitaw, e outras partes de Mianmar. Os protestos pedem que o poder seja devolvido ao governo civil. Manifestantes também pedem a liberdade de Suu Kyi e de outros membros do partido que tinham cargos de governo e foram detidos pelas forças militares, que bloquearam uma sessão do parlamento em 1º de fevereiro.

Para justificar o golpe e um decreto de estado de emergência por um ano, militares dizem que o governo não agiu para investigar alegações de fraude em eleições. Eles dizem que as ações têm respaldo em um artigo da constituição que permitiria uma intervenção em situação de crise. 

Em julho de 2019, os EUA já haviam anunciado sanções contra o chefe das Forças Armadas birmanesas, general Aung Ming Hlaing, e outros três militares. Na ocasião, os americanos considerava os militares responsáveis pelo massacre de membros da minoria rohingya no país. 

O governo Biden classificou a situação como golpe de Estado, antecipando o anúncio desta quarta-feira./ AP e REUTERS

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