Biden pede que Assad deixe o poder

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, que está em visita oficial à Turquia, pediu ontem que o presidente sírio Bashar Assad abandone o poder e apoie uma "transição pacífica". "A posição dos EUA a respeito da Síria é clara: o regime sírio deve pôr fim à repressão contra seu próprio povo e o presidente Assad deve deixar seu cargo", disse Biden ao jornal Hürriyet.

ISTAMBUL , O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2011 | 03h02

Biden, que chegou ao país na quinta-feira para reuniões com líderes de alto escalão do governo turco, afirmou que Assad não é apenas uma fonte de instabilidade na Síria, mas também ameaça incendiar os conflitos confessionais em toda a região.

O vice-presidente americano disse que sua opinião era compartilhada pela Turquia, ex-aliada de Damasco que se tornou uma das maiores críticas do regime e defensoras da renúncia de Assad. Washington e Ancara indicaram ontem que temem uma guerra civil na Síria, onde a revolta contra o regime já deixou mais de 4 mil mortos desde março, segundo a ONU.

A Turquia também se preocupa com as repercussões da crise síria em seu próprio território, já que o país tem importantes minorias étnicas e confessionais muito próximas, principalmente curdas. Além disso, uma guerra generalizada em um país vizinho poderia aumentar drasticamente o número de refugiados que buscam proteção do lado turco da fronteira.

Renúncia. Um regime político com base na liberdade de expressão e religião, segundo Biden, é um "escudo" contra os conflitos sectários que têm afetado o Oriente Médio. "É fundamental reafirmar a importância de um ambiente de liberdade política, no qual ideias e inovações podem florescer", disse.

"O principal objetivo dos EUA é que o regime sírio pare de matar seus próprios cidadãos e Assad abandone o poder", afirmou Biden, que realizou ontem uma visita ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que se recupera de uma cirurgia.

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