Biden pede união na Otan para guerra no Afeganistão

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu aos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) união para confrontar a Al-Qaeda e outros grupos extremistas no Afeganistão. Segundo Biden, a instabilidade ameaça todos os membros da aliança em igual medida. Biden compareceu hoje diante do principal órgão decisório da aliança, quando pediu aos membros ideias para mudar a estratégia militar no Afeganistão. A iniciativa é parte da tática do presidente Barack Obama de envolver mais os aliados europeus na luta contra a insurgência liderada pelo Taleban."A piora da situação na área traz um desafio de segurança não apenas para os Estados Unidos, mas para cada nação em volta dessa mesa", afirmou Biden. O vice-presidente também apontou que é preciso "olhar o Afeganistão e o Paquistão conjuntamente, porque o sucesso em um requer progresso no outro". Biden passou três horas com embaixadores dos 26 membros da Otan, buscando apoio como parte de uma revisão estratégica da política norte-americana no Afeganistão. A análise estará completa antes de um encontro de líderes da Otan na França, em 3 e 4 de abril."O presidente Obama e eu estamos bastante comprometidos com a Otan, vamos deixar isso claro desde o início", afirmou Biden ao Conselho do Atlântico Norte, painel de embaixadores das nações da Otan. A visita de Biden ocorre menos de uma semana depois de a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, manter encontros com funcionários da Otan e da União Europeia. Essas iniciativas mostram a prioridade de se aproximar desses aliados para a nova administração em Washington.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.