Jim Lo Scalzo/EFE
Jim Lo Scalzo/EFE

Biden prevê 'competição extrema' com a China, mas não conflito

Em entrevista na TV americana, presidente negou disputa nos moldes de Donald Trump, mas subiu o tom sobre o líder chinês Xi Jinping: 'não tem um só osso democrático em seu corpo'

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2021 | 15h25

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prevê uma "competição extrema" com a China, mas não deseja um conflito entre as duas principais potências do mundo. A avaliação foi feita pelo próprio presidente em uma entrevista exibida pelo canal americano CBS neste domingo, 7.

Durante a entrevista, Biden revelou que ainda não conversou com o presidente da China, Xi Jinping, desde que assumiu o cargo. "Ele não tem, e não digo isso como uma crítica, e sim que é uma realidade, um só osso democrático em seu corpo."

"Eu disse o tempo todo que não precisamos ter um conflito. Mas vai acontecer uma competição extrema", completou o presidente democrata.

Apesar de prever disputas frequentes com os chineses, Biden negou que vá entrar em uma guerra comercial com o país asiático, nos moldes do que fez o ex-presidente Donald Trump. "Eu não vou fazer da maneira que Trump fez. Vamos nos concentrar nas regras internacionais."

A China é considerada em Washington o adversário número um dos Estados Unidos, assim como o principal desafio no cenário mundial.

Trump optou por um confronto aberto e ataques verbais, mas sem resultados concretos para o enorme déficit comercial dos Estados Unidos com a China.

Biden desmantelou muitas medidas polêmicas da era Trump, ao mesmo tempo que afirma que os Estados Unidos devem cuidar de perto seus próprios interesses./ AFP

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