Yuri Gripas/Pool via EFE/EPA
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Biden promete a Zelenski apoio à Ucrânia e resposta decisiva em caso de ataque russo

Presidente americano conversou com homólogo ucraniano, Volodmir Zelenski, por telefone nesta quinta-feira, 27

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2022 | 21h10

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Joe Biden, reiterou seu apoio à Ucrânia e prometeu resposta decisiva no iminente confronto com a Rússia durante um telefonema nesta quinta-feira, 27, com seu homólogo ucraniano, Volodmir Zelenski, informou a Casa Branca.

Biden vem liderando tentativas de construir uma frente ocidental contra a pressão militar da Rússia sobre a Ucrânia. Mais de 100 mil soldados russos estão concentrados nas fronteiras ucranianas.

Na ligação com Zelenski, Biden "reafirmou a prontidão dos Estados Unidos, juntamente com seus aliados e parceiros, para responder decisivamente se a Rússia invadir mais a Ucrânia", disse um comunicado da Casa Branca.

Biden "sublinhou o compromisso dos Estados Unidos com a soberania e integridade territorial da Ucrânia", continuou o texto.

Durante a conversa, Biden disse que Washington está "explorando apoio macroeconômico adicional para ajudar a economia da Ucrânia em meio às pressões resultantes do aumento militar da Rússia", segundo o documento, que não forneceu mais detalhes.

Diante das críticas da Ucrânia sobre a decisão de pedir aos cidadãos dos EUA que deixem a Ucrânia, Biden disse a Zelenski que a embaixada "continua aberta e totalmente operacional".

Enquanto isso, expressando seu apoio às negociações desta semana, nas quais Kiev e Moscou reafirmaram seu compromisso com um tenso cessar-fogo no disputado leste do país, Biden prometeu que os acordos diplomáticos não seriam cortados pelas costas da Ucrânia, afirmando "Nada sobre a Ucrânia sem a Ucrânia."

Em um tweet, Zelenski escreveu que ele e seu colega americano tiveram "uma longa conversa telefônica" e que "discutiram os recentes esforços diplomáticos em desescalada e concordaram em ações conjuntas no futuro".

O presidente ucraniano disse que agradeceu a Biden pelos carregamentos de armas dos EUA e que "possibilidades de apoio financeiro à Ucrânia também foram discutidas".  /AFP

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