REUTERS/Jose Cabezas
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Após críticas, Biden desiste de manter limite de refugiados estabelecido por Trump

Número subirá de 15 mil para 62,5 mil; decisão, em abril, de manter admissões do governo anterior enfureceu defensores dos direitos humanos e até aliados democratas

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2021 | 18h14

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta segunda-feira, 3, que aumentará o limite da cota de refugiados que podem ser admitidos no país de 15 mil para 62,5 mil, um movimento que se segue a meses de hesitação e críticas de defensores dos direitos humanos e aliados democratas. 

"Hoje, estou revisando o limite de admissão anual de refugiados dos Estados Unidos para 62,5 mil neste ano fiscal", Biden disse em um comunicado por escrito. "Isso apaga o número historicamente baixo estabelecido pela administração anterior de 15 mil, que não refletia os valores da América como uma nação que acolhe e apoia refugiados", acrescentou. 

Segundo ele, o novo teto de admissões também reforçará os esforços que já estão em andamento para expandir a capacidade dos Estados Unidos de admitir refugiados e para que o país possa alcançar a meta de 125 mil admissões que seu governo pretende definir para o próximo ano fiscal.

O anúncio de Biden veio várias semanas depois que a Casa Branca anunciou, em meados de abril, que o presidente estava adotando o limite estabelecido por seu antecessor, Donald Trump. Essa decisão gerou um alvoroço e foi seguida, horas depois, por um anúncio subsequente da Casa Branca de que Biden pretendia aumentar o limite. 

O governo Biden disse em fevereiro que estava procurando aumentar o limite deste ano fiscal para 62,5 mil. O próximo ano fiscal começa em outubro./W.Post e EFE 

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