Evelyn Hockstein/REUTERS
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Biden anuncia sanção à Polícia Nacional Revolucionária de Cuba e dois de seus líderes

Presidente americano afirmou que mais punições estão a caminho, a não ser que haja 'mudança drástica'

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2021 | 18h35

WASHINGTON - Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 30, sanções à Polícia Nacional Revolucionária (PNR) de Cuba e dois de seus líderes, com o presidente americano Joe Biden afirmando que mais punições serão aplicadas se não houver uma "mudança drástica" na ilha.

Em nota, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções ao PNR, a seu diretor Óscar Callejas Valcarce e a seu vice-diretor, Eddy Sierra Arias, por seu suposto papel na repressão aos protestos antigovernamentais de 11 de julho.

As sanções bloqueiam quaisquer ativos que Callejas, Sierra ou membros do PNR possam ter sob jurisdição dos Estados Unidos e proíbem aqueles nos Estados Unidos de negociar com eles, com base na lei Magnitsky.

O anúncio veio uma hora antes de Biden dar as boas-vindas na Casa Branca a um grupo de americanos de raízes cubanas, reunião em que planejava anunciar medidas sobre o acesso à Internet na ilha e, possivelmente, o envio de remessas para Cuba, um alto funcionário dos EUA disse a repórteres.

“Vamos anunciar medidas para melhorar a conexão à Internet na ilha, para garantir que apoiamos a capacidade das pessoas de se comunicarem e receberem informações, que é algo que deve ser tratado como um direito humano”, disse o oficial, que pediu anonimato, em entrevista coletiva por telefone.

Esta é a segunda rodada de sanções que o governo Biden impôs em relação aos protestos antigovernamentais sem precedentes de 11 de julho em Cuba.

Na quinta-feira passada, o Tesouro sancionou o ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) de Cuba, Álvaro López-Miera, e uma unidade militar de elite popularmente conhecida como "vespas negras" ou "boinas negras".

Biden disse então que essas sanções eram "apenas o começo" de sua resposta àqueles que supostamente reprimiram os protestos deste mês, e a citada autoridade norte-americana disse nesta sexta-feira que as novas restrições buscam manter ativa "a conversa sobre os direitos dos cubanos". /REUTERS E EFE

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