Jonathan Ernst/Reuters
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Biden tranquiliza aliados asiáticos sobre compromissos nas áreas de Defesa e Meio Ambiente

Presidente americano eleito conversou com líderes de Japão, Coreia do Sul e Austrália, que disseram concordar em organizar cúpulas com o democrata logo depois de sua posse, em janeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 18h06

SEUL - Em seus primeiros telefonemas com Joe Biden desde a eleição dos Estados Unidos, os líderes de Japão, Coreia do Sul e Austrália reafirmaram nesta quinta-feira, 12, os planos para estabelecer laços estreitos com o presidente eleito para enfrentar questões como a mudança climática e a segurança regional.

Os três aliados - o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o premiê australiano, Scott Morrison - se uniram a outros líderes globais ao reconhecerem a vitória do desafiante democrata sobre o presidente americano, Donald Trump, que ainda não admitiu a derrota do dia 3 de novembro. Tanto Moon como Suga disseram que concordaram em organizar cúpulas com o novo presidente logo depois de sua posse, em janeiro.

A vitória projetada de Biden tem como pano de fundo a assertividade militar e econômica crescente da China na região e anos de relações às vezes tumultuadas entre aliados da região e os EUA sob o comando de Trump em temas como comércio, defesa e meio ambiente.

Todos os lados expressaram sua determinação para fortalecer as relações bilaterais, assim como para enfrentar problemas globais, como a pandemia de coronavírus e a mudança climática, afirmou a equipe de transição de Biden.

Suga disse que conversou com Biden por telefone e confirmou a importância dos laços bilaterais. “O presidente eleito Biden disse que espera fortalecer a aliança EUA-Japão e trabalhar em conjunto para conquistar um Indo-Pacífico livre e aberto”, disse Suga aos repórteres em comentários separados feitos em seu gabinete.

Biden já havia conversado com os líderes da Alemanha, Reino Unido, Canadá e França, além do papa Franciso, hoje mais cedo. China e a Rússia ainda não parabenizaram nem contataram o presidente eleito.

Na quarta-feira, Biden nomeou Ron Klain como chefe de gabinete da Casa Branca, a primeira nomeação importante do governo em formação. Anthony Blinken, diplomata e confidente de longa data de Biden, é visto como provável secretário de Estado ou conselheiro de Segurança Nacional, ambos papeis essenciais para os aliados da região.

Ao conversar com Moon, Biden reafirmou o compromisso americano de defender a Coreia do Sul, ressaltando o parceiro asiático como um “pilar da segurança e da prosperidade da região do Indo-Pacífico”, disse o porta-voz de Moon, Kang Min-seok.

O australiano Morrison disse ter conversado com Biden sobre a tecnologia de redução de emissões poluentes, mas uma meta de emissões zero até 2050 não foi debatida.

Compromissos em dúvida

Durante os quatro anos do governo Trump, os aliados dos Estados Unidos na Ásia duvidaram, repetidamente, da vontade do presidente americano de honrar os compromissos de Washington no caso de um conflito militar internacional. 

Trump considerou retirar as tropas presentes no Japão e na Coreia do Sul, onde cerca de 28,5 mil soldados americanos se encontram destacados para proteger o país da ameaça norte-coreana./REUTERS e AFP 

 

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