Biden visita Paquistão para discutir combate ao terrorismo

Vice-presidente americano deve apresentar pacote de ajuda militar e financeira ao país

Agência Estado

12 de janeiro de 2011 | 11h23

ISLAMABAD - O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, chegou nesta quarta-feira, 12, a Islamabad, capital do Paquistão, para conversas sobre o combate ao terrorismo com importantes líderes do país e autoridades militares, disse um funcionário norte-americano.

 

Os EUA querem mais ações do Paquistão para erradicar a Al-Qaeda e o Taleban, que têm criado bases na zona semiautônoma do noroeste tribal do país, de onde lançam ofensivas no vizinho Afeganistão.

 

O funcionário disse que Biden se encontrará com o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Yousaf Raza Gilani, para discutir a relação entre os países e como ambos podem trabalhar juntos para a paz e a estabilidade regional. "O vice-presidente Biden irá também se encontrar com membros da liderança política do Paquistão para discutir nossos esforços compartilhados para combater o terrorismo e o extremismo."

 

A agência estatal do Paquistão APP informou que Biden deve apresentar um pacote econômico, militar e de inteligência para o Paquistão, para ajudar o país a lidar com o peso econômico das medidas antiterror. O governo local atribuiu em parte os problemas econômicos à transferência de recursos para lutar contra os militantes. O Paquistão tem uma grande dívida fiscal e enfrenta problemas com a falta de combustível e energia.

 

Biden chegou ao Paquistão vindo de Cabul, onde se encontrou com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai. As conversas incluíam uma discussão sobre a presença de tropas americanas no território afegão, integrando a força de 140 mil estrangeiros no país. Os EUA já deram milhões de dólares ao Paquistão, para ajudar o país a lidar com as violentas enchentes do ano passado no país.

 

O vice-presidente americano chegou horas após um avião não-tripulado dos EUA atacar um distrito tribal do Waziristão do Norte, matando três supostos militantes, segundo fontes de segurança. Os ataques com mísseis ampliam o sentimento antiamericano no país. Washington não confirma essas ações publicamente, mas diz que é fundamental expulsar os militantes do cinturão tribal no noroeste paquistanês.

 

Os rebeldes preparam nessa área ataques contra as tropas estrangeiras no vizinho Afeganistão. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAPaquistãoBidenterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.