Bielo-Rússia investiga líderes da oposição por protestos

Oposicionistas foram detidos após manifestações posteriores às eleições

AE, Agência Estado

22 de dezembro de 2010 | 12h56

MINSK - O governo da Bielo-Rússia abriu processos criminais contra 17 importantes líderes da oposição por causa do envolvimento deles nos protestos realizados após as eleições de domingo. Alguns dos oposicionistas podem ser condenados a até 15 anos de prisão, segundo um grupo de defesa dos direitos humanos.

 

Entre as pessoas citadas nos inquéritos estão nomes da oposição e da elite liberal da imprensa. O governo informou que prendeu mais de 600 pessoas após os protestos do domingo contra a reeleição do presidente Alexander Lukashenko. Observadores internacionais criticaram o processo eleitoral, que garantiu ao atual líder um quarto mandato.

 

Os 17 acusados são suspeitos de envolvimento na organização de "distúrbios de massa", causando violência e danos materiais. Eles também são acusados de resistir às forças de segurança, conforme informou o grupo Vesna.

 

Entre os suspeitos estão os nomes mais importantes da oposição na disputa eleitoral, como o ex-ministro de Relações Exteriores Andrei Sannikov e o poeta Vladimir Nekliayev. Três outros candidatos à presidência, Rygor Kostusev, Vitaly Rymashevsky e Nikolai Statkevich, também foram apontados como suspeitos.

 

Alguns dos mais importantes jornalistas do país também estão na lista, entre eles Irina Khalip, que escreve para o jornal russo Novaya Gazeta, e a mulher de Sannikov, Natalya Radina, editora do site Charter97, fundado pelo ex-ministro. As autoridades da Bielo-Rússia ainda precisam confirmar que os 17 oposicionistas são formalmente suspeitos de organizar os distúrbios. As informações são da Dow Jones.

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