Bielo-Rússia paga dívida de gás à Rússia e faz ameaças

A Bielo-Rússia declarou ter feito o pagamento integral de sua dívida para a estatal russa Gazprom pelo fornecimento de gás natural desde o início do ano. A informação foi publicada pela agência de notícias da Rússia, Interfax, citando o vice-primeiro-ministro bielo-russo Vladimir Semashko.

AE, Agência Estado

23 de junho de 2010 | 13h08

Agora, o país exige que a Rússia pague uma dívida de US$ 260 milhões pela transmissão das entregas à Europa até amanhã - caso contrário, interromperá o fluxo do gasoduto. A Bielo-Rússia já cortou parte do abastecimento do gás para a Lituânia. A Gazprom não confirmou o pagamento e disse, segundo a Interfax, que a confirmação só será feita quando receber os recursos.

O anúncio da Bielo-Rússia se segue à notícia de que as disputas entre os dois países pelo abastecimento de gás natural começavam a atingir a União Europeia pela primeira vez, com redução do suprimento à Lituânia, que informou à UE que o fornecimento foi cortado em 40%, uma vez que depende quase totalmente do gás russo que passa pelo território da Bielo-Rússia.

Os países da UE alcançaram um acordo inicial sobre novas regras para melhorar a segurança do abastecimento de gás natural na região, mas o documento ainda será submetido ao Parlamento Europeu e a representantes dos governos dos países membros para que se torne lei.

No início do dia, a Rússia afirmou que havia cortado o fornecimento de gás à Bielo-Rússia em 60%. Os cortes tiveram início na segunda-feira, de 15%, e vêm aumentando em volume a cada dia. A interrupção do suprimento de gás à Bielo-Rússia pela estatal russa Gazprom foi autorizado pelo governo da Rússia, pelo atraso no pagamento. Segundo a companhia, a Bielo-Rússia devia quase US$ 200 milhões pelo gás fornecido desde o início do ano.

A Gazprom informou que recebeu o pagamento da Bielo-Rússia pelo gás entregue em maio "em um sinal encorajador de que nossos parceiros bielo-russos reconhecem suas obrigações", mas ainda não se pronunciou sobre os pagamentos maiores pelos primeiros quatro meses do ano. A companhia avisou que poderia aumentar o corte para até 85% do suprimento, se o governo devedor não pagasse. As informações são da Dow Jones.

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