Bin Laden chama de holocausto ação de Israel em Gaza

O líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama bin Laden, qualificou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza como "um holocausto". Bin Laden acusou líderes árabes de colaboração com a "aliança dos cruzados e dos sionistas contra nosso povo".

AE-AP, Agencia Estado

14 de março de 2009 | 15h28

As declarações fazem parte de uma gravação de áudio do extremista, divulgada neste sábado. Bin Laden não mencionou os governos árabes que, em sua opinião, não fizeram nada para frear a matança de palestinos.

A operação israelense em Gaza durou 22 dias, entre dezembro e janeiro, deixando mais de 1.300 palestinos mortos, quase a metade deles civis, segundo grupos de defesa dos direitos humanos. O objetivo declarado dos israelenses era interromper o lançamento de foguetes em seu território vindos de Gaza.

Trechos da mensagem de Bin Laden foram divulgados pela emissora Al-Jazira. "Está claro que alguns líderes árabes colaboraram com a aliança de cruzados e de sionistas contra nosso povo, esses que os Estados Unidos qualificam de líderes moderados", afirmou.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, foi muito criticado no mundo árabe por não abrir a fronteira com Gaza, a fim de facilitar a entrada de ajuda humanitária. Israel e Egito fecharam suas fronteiras com Gaza desde que o grupo militante palestino Hamas tomou controle de Gaza, em junho de 2007. O cerco aprofundou as dificuldades econômicas dos 1,4 milhão de moradores de Gaza.

É a segunda mensagem de Bin Laden que trata da investida israelense em Gaza desde janeiro, quando ele pediu aos muçulmanos que iniciem uma guerra santa contra Israel. Ainda não foi confirmada a autenticidade da mensagem.

"O holocausto de Gaza, em meio a seu prolongado embargo, é um importante evento histórico e uma catástrofe que mostra a necessidade de se distinguir os muçulmanos dos hipócritas", afirmou o líder radical.

Bin Laden disse também que o Iraque deve ser usado como trampolim para o lançamento de ataques contra Israel. Ele sugeriu que os extremistas usem uma rota que vai do território iraquiano à Cisjordânia, através da Jordânia.

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