Bin Laden critica a ONU em novo videoteipe

Osama bin Laden advertiu líderes árabes, num videoteipe divulgado hoje, que usar as Nações Unidas para negociações de paz equivale a renunciar ao Islã. "Eles são infiéis" se voltarem-se ao organismo internacional, afirmou. A tevê Al-Jazira, baseada em Catar, disse que o vídeo foi entregue a seu escritório em Cabul, capital do Afeganistão. Não existe indicação de quando o vídeo foi feito, segundo Ali al-Kaabi, coordenador de coleta de notícias da Al-Jazira em Catar. Ele afirmou que o escritório em Cabul da tevê por satélite recebeu o vídeo recentemente, mas não precisou exatamente quando. O comunicado de Bin Laden parece visar líderes árabes que pediram por esforços internacionais para se pôr um fim ao conflito israelense-palestino. Bin Laden, o principal suspeito dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, fez apenas uma breve referência ao Afeganistão nos pequenos momentos do vídeo mostrados até agora pela Al-Jazira. A tevê anunciou que iria mostrar o vídeo na íntegra ainda hoje. "Todo o Ocidente está apoiando essa campanha injusta, feroz" contra o Afeganistão, disse Bin Laden. "Nenhuma evidência prova que o que ocorreu na América está relacionado ao povo do Afeganistão, e o povo afegão não tem nada a ver com isso, mas a campanha continua, exterminando civis, crianças, mulheres e inocentes". Bin Laden usava um turbante branco e um cachecol com uma jaqueta de camuflagem preta e verde. Um fuzil automático estava a seu lado esquerdo e ele gesticulava com a mão direita tendo atrás um fundo todo marrom. Ele disse que os líderes árabes que negociam a paz através das Nações Unidas "renunciaram à mensagem do profeta Maomé, que a paz esteja com ele". Numa referência à ONU, Bin Laden perguntou: "Quem foi responsável pela partição da Palestina em 1947?" Em 29 de novembro de 1947, a Assembléia Geral da ONU aprovou a partição da Palestina, o que permitiu a criação do Estado de Israel. O vídeo de hoje é a quinta mensagem de Bin Laden e sua organização Al-Qaeda que a Al-Jazira recebeu desde 7 de outubro. Leia o especial

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