Bin Laden diz que presidente paquistanês está do lado dos cristãos

O milionário saudita Osama bin Laden acusou o presidente paquistanês Pervez Musharraf de ficar do lado dos cristãos contra os muçulmanos, depois do massacre de 16 pessoas em um culto protestante no domingo no Paquistão.Numa carta lida hoje na rede de televisão Al-Jazeera, de Catar, Bin Laden critica Musharraf pelas prisões efetuadas após o ataque de fundamentalistas paquistaneses. "Todos os muçulmanos do Paquistão", afirma Bin Laden na carta, "devem atuar em defesa do Islã contra a nova Cruzada".A Al-Jazeera mostrou uma imagem da carta, assinada pelo homem considerado inspirador do terrorismo antiamericano. "Bin Laden chamou os muçulmanos do Paquistão a levantaram-se contra o que classificou de uma cruzada contra o Islã", disse o apresentador da televisão, acrescentando que, na carta, ele afirma que "os muçulmanos no Afeganistão são massacrados e o governo paquistanês caminha sob o estandarte dos cristãos"."O mundo foi dividido em dois campos: um sob a bandeira da cruz, como disse Bush, o chefe dos infiéis, e outro sob a bandeira do Islã. O governo do Paquistão colocou-se sob a bandeira da cruz", diz a mensagem.A carta, cheia de citações do Alcorão e de frases atribuídas ao profeta Maomé, prossegue: "Aderentes ao Islã, este é o seu dia de fazer o Islã vitorioso". Para o homem mais procurado do mundo, os muçulmanos não devem descansar antes de "trazer a vitória e a verdade a seu povo e derrotar a falsidade e seu povo, com a permissão de Deus"."Sua posição contra o mal nos dá alento. O calor da cruzada contra o Islã se intensificou, seu ardor cresceu e a matança dos seguidores do profeta Maomé no Afeganistão se multiplicou", diz o documento, conforme versão lida pelo telefone por um funcionário da Al Jazeera à equipe da Associated Press no Cairo.Leia o especial

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