Bin Laden é inimigo público do Brasil desde fevereiro

Desde fevereiro, o terrorista saudita Osama bin Laden é considerado oficialmente inimigo público do Brasil. Decreto assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso determina sanções contra o homem suspeito de planejar a série de atentados, ocorrida na terça-feira nos Estados Unidos. A medida, que atende a uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, impede a entrada no País de representantes do regime Taleban, que controla 95% do Afeganistão. O governo brasileiro proíbe o funcionamento de órgãos diplomáticos talebans no País.Nos 28 aeroportos internacionais brasileiros, não são permitidos vôos, decolagens e pousos de aeronaves do Afeganistão; exceto por razões humanitárias. A permanência de oficiais, agentes e consultores militares brasileiros no Afeganistão também é considerada ilegal.A norma do Palácio do Planalto determina o bloqueio de fundos e recursos financeiros de pessoas e empresas ligadas a Osama bin Laden. É o caso da empresa aérea Ariana Afghan Airlines, impedida de atuar nas cidades brasileiras.Desde a publicação, há sete meses, o decreto não precisou ser usado por nenhum órgão público. Como outros países-membros das Nações Unidas, o Brasil só reconhece o líder Ahmad Sha Massud como chefe do governo do Afeganistão. Massud, porém, tem apenas o controle do Vale do Panshir. O poder dos talebans é reconhecido por três países: Emirados Árabes Unidos, Árabia Saudita e Paquistão.As sanções da ONU ao Afeganistão se intensificaram com a confirmação de que Osama bin Laden estava vivendo sob a proteção do governo taleban. Em agosto de 1998, Bin Laden planejou atentados nas embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, que resultaram na morte de 224 pessoas. O governo americano também acusa o terrorista de tentar efetuar, sem sucesso, na noite de 31 de dezembro de 1999, ataques simultâneos nos Estados Unidos.

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