Bin Laden pedia novos atentados a integrantes da Al-Qaeda

Bin Laden pedia novos atentados a integrantes da Al-Qaeda

Informações encontradas no diário do terrorista revelam planos de ataques nos EUA e na Europa

Associated Press

11 de maio de 2011 | 19h06

WASHINGTON - As autoridades americanas afirmaram nesta quarta-feira, 11, que o ex-líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, pediu a seus seguidores que realizassem novos ataques contra os EUA enquanto esteve escondido no Paquistão. As informações estariam em um diário mantido pelo terrorista encontrado durante o ataque dos militares americanos a seu complexo, há dez dias.

 

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Os documentos e arquivos de computador encontrados com Bin Laden revelam que o saudita participou até recentemente da organização de planos de ataque nos EUA e na Europa. No diário, ele pede que cidades menores sejam alvos de atentados, assim como aviões, trens e até cidadãos, de acordo com fontes que tiveram acesso à documentação e pediram anonimato.

 

Diferentemente do que os EUA pensavam, Bin Laden conseguia se comunicar com os integrantes da sua organização terrorista, a quem pedia mais ataques "não limitados" a Nova York, mas estendidos a Los Angeles e outras cidades.

 

Um dado mostra que o saudita fez contas de quantos americanos deveriam ser mortos para forçar Washington a retirar suas tropas do mundo árabe - o que só seria conseguido com um ataque tão mortal quanto os de 11 de setembro de 2001 na capital americana, em Nova York e na Pensilvânia. Nos atentados, mais de 3 mil pessoas morreram.

 

As comunicações de Bin Laden com os outros terroristas foram encontradas em dispositivos de armazenamento que, segundo os americanos, estavam junto aos computadores. Tais objetos eram levados à sua casa por mensageiros. A Inteligência americana conseguiu identificar o complexo do líder da Al-Qaeda depois de identificar um desses mensageiros.

 

As autoridades americanas ainda não encontraram indicações de que Bin Laden pudesse coordenar ataques dos integrantes da Al-Qaeda, e também não está claro o quanto as franquias da organização terrorista confiavam no saudita. Também não foram constatados planos de ataque em curso no material analisado.

 

Bin Laden foi morto há mais de uma semana após uma operação de um grupo de agentes especiais da Marinha americana em Abbottabad, no norte do Paquistão. O terrorista era um dos homens mais procurados pelos EUA, que ofereciam uma recompensa de 25 milhões de dólares por informações que pudessem levar à sua captura.

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