Bin Laden reivindica responsabilidade por atentado

O líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, reivindicou a responsabilidade pelo fracassado atentado a bomba ocorrido no Natal, quando o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab ameaçou detonar explosivos em um voo da Northwest Airlines no momento em que o avião pousava no aeroporto de Detroit.

AP, Agencia Estado

24 de janeiro de 2010 | 14h39

Em mensagem de áudio transmitida pelo canal de notícias Al-Jazeera Arabic neste domingo, Bin Laden dirige-se ao presidente dos EUA, Barack Obama, afirmando que "a mensagem levada a vocês por meio do avião do heroico combatente Abdulmutallab era uma confirmação de mensagens anteriores enviadas pelos heróis do 11 de setembro". Bin Laden também faz ameaças. "Se Deus quiser, nossas investidas contra vocês continuarão enquanto vocês apoiarem os israelenses."

Autoridades da Casa Branca afirmaram que não poderiam autenticar imediatamente a mensagem. Um alto representante de serviços de inteligência de Washington afirmou que "não há nenhuma evidência" de que Bin Laden tenha algum envolvimento com o atentando do Natal - ou que até mesmo soubesse dele de antemão. A mensagem, segundo o oficial, indica que o líder da Al-Qaeda quer fazer parecer que está no comando direto de muitas afiliadas do grupo terrorista no mundo. Alguns analistas sugerem que Bin Laden é hoje mais uma figura com poder simbólico.

Abdulmutallab disse aos agentes federais após o incidente que recebeu treinamento e explosivos de um braço da Al-Qaeda no Iêmen, que já havia assumido a autoria. O grupo mantém contato com a Al-Qaeda central, dirigida por Bin Laden, mas a mensagem do líder divulgada hoje, atribuindo a si a responsabilidade pelo ocorrido, parece ser um esforço para continuar relevante. Essa é a avaliação de Rohan Gunaratna, autor do livro "Inside Al-Qaeda: Global Network of Terror" (Por dentro da Al-Qaeda: a rede global do terror).

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