Bin Laden tem apoio de etnia paquistanesa

Na semana da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Sudeste Asiático, o jornal espanhol El Pais, publica artigo do especialista na região, Ahmed Rashid, sobre o progresso da busca por Osama Bin Laden. Rashid diz que o dissidente saudita, sua rede extremista Al-Qaeda e integrantes do Talebã, têm um apoio cada vez maior da população da etnia pashto que vive do lado paquistanês da fronteira do Afeganistão com o Paquistão. Ele explica que os pashtos do lado afegão desta fronteira, artificialmente criada em tempos coloniais pela Grã-Bretanha, acabaram abandonando o apoio ao Talebã, com a possibilidade de desenvolvimento econômico e a construção de estradas e escolas resultante de um período de relativa paz no país. Mas o novo quadro pode ter graves conseqüências, de acordo com o especialista. Rashid afirma que, desde uma operação fracassada na região do Waziristão em 2004, "o exército paquistanês, sem uma estratégia política coerente para isolar a população pashto de Bin Laden, vem perdendo terreno" na busca pelo dissidente saudita. "A recente decisão de Washington de começar a retirar soldados do Afeganistão neste ano, só serviu para reforçar para a Al-Qaeda sua crença de estar ganhando. Depois de quase cinco anos se esquivando da captura ou da morte, cada dia que Bin Laden segue vivo é um dia que inspira os extremistas que o protegem e se unem a suas fileiras", conclui Ahmed Rashid. Ainda em função da visita de Bush, segundo o jornal paquistanês Dawn, o presidente do país, Prevez Musharraf, vai pedir legislação internacional proibindo blasfêmia contra todos os profetas.

Agencia Estado,

01 Março 2006 | 08h56

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