Birmaneses pedem suspensão imediata de plebiscito

Os manifestantes carregavam cartazes nos quais exigiam reformas democráticas

EFE

10 de maio de 2008 | 04h27

Cerca de 500 ativistas birmaneses se concentraram neste sábado em frente à Embaixada de Mianmar (antiga Birmânia) na Malásia para exigir que a Junta Militar suspenda o plebiscito constitucional também nas zonas não atingidas pelo ciclone "Nargis". Os manifestantes, entre eles mulheres e crianças, carregavam cartazes nos quais exigiam reformas democráticas, e defendiam o voto contra o plebiscito e o regime birmanês. Os concentrados fizeram um minuto de silêncio em memória aos mais de 23 mil mortos e 42 mil desaparecidos em Mianmar pelo ciclone, informa a imprensa local. Depois de uma hora de protestos, os manifestantes se dispersaram de forma pacífica. "A Constituição não trará consigo a reconciliação nacional ou a democracia, só prolongará o conflito e aumentará os problemas que levarão os cidadãos a fugirem para outros países", disseram os manifestantes em uma nota de protesto entregue a um funcionário da Embaixada de Mianmar em Kuala Lumpur.

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