Birmaneses tentam organizar protestos após toque de recolher

Forças de segurança detiveram várias pessoas esta manhã em Rangun que promoviam uma nova manifestação

Efe,

26 de setembro de 2007 | 03h44

Grupos de birmaneses tentam retomar nesta quarta-feira, 26, os protestos contra a Junta Militar, ao fim da primeira noite do toque de recolher. Ele foi imposto na terça para reprimir as manifestações que vêm mobilizando milhares de pessoas há mais de uma semana em todo o país. Veja também:  Entenda a crise e o protesto dos monges Paris adverte Junta Militar contra o uso da força em Mianmá Após protestos, militares impõem toque de recolher em MianmáBrasileiro relator da ONU pede ajuda internacionalMonges budistas desafiam ditadura em MianmáEm discurso na ONU, Bush anuncia sanções ao país As forças de segurança detiveram várias pessoas esta manhã em Rangun, a maior cidade de Mianmá. Os detidos promoviam uma nova manifestação para exigir a democratização do país, informou a rádio Mizzina. Dezenas de soldados armados com fuzis isolam desde o início da manhã o pagode de Shwedagon, na parte antiga de Rangun, e o de Sule, na mesma cidade. Os dois locais serviram para a concentração dos monges budistas antes de suas passeatas pela cidade. Segundo testemunhas, em diversos pontos de Rangun e Mandalay os soldados montaram barricadas e pedem os documentos das pessoas. O toque de recolher imposto na terça-feira à noite pela Junta Militar vale das 21 às 5 horas. A medida estará em vigor durante 60 dias nas maiores cidades de Mianmá. O Exército assumiu o controle direto da segurança em todo o país e proibiu assembléias e reuniões de mais de cinco pessoas. Na terça-feira, cerca de 150 mil pessoas lideradas por monges budistas se manifestaram em toda a nação, ignorando as ameaças da Junta Militar. É o maior desafio nos últimos anos ao poder militar, que governa Mianmá há mais de 40 anos.

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