Bispo alemão renuncia após ser acusado de abuso sexual

O papa João Paulo II aceitou a renúncia de um bispo alemão após uma mulher acusá-lo de abuso sexual e de feri-la durante um exorcismo, disseram hoje fontes eclesiásticas. Franziskus Eisenbach, de 58 anos, foi o primeiro bispo alemão a renunciar em meio a uma avalanche de casos de abuso sexual que afastou das funções destacados clérigos nos EUA, Polônia e outros países - provocando um duro golpe e expressões de preocupação por parte do pontífice, principalmente em relação aos casos de sacerdotes pedófilos.O Vaticano disse em um comunicado que pediu a Eisenbach, bispo-auxiliar da cidade de Mainz, no oeste da Alemanha, para renunciar "pelo bem da Igreja", mas que a renúncia não significa uma admissão de culpa. A diocese de Mainz negou as acusações feitas a Eisenbach.O comunicado, emitido pelos cardeais Joseph Ratzinger e Giovanni Battista Re, disse que o Vaticano não abrirá processo formal contra Eisenbach. As investigações sobre o caso do bispo alemão foram encerradas em abril por falta de provas para acusações criminais.

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