Bispo dos EUA vincula comunhão à opinião política dos fiéis

O bispo da segunda maior diocese católica do Estado do Colorado emitiu um alerta dizendo que eleitores que votam em políticos pró-aborto, pró-pesquisas com células tronco, a favor da eutanásia e do casamento gay não devem comungar. O bispo Michael Sheridan disse que os eleitores que apóiam esse tipo de plataforma só devem receber o sacramento caso se retratem e se arrependam.Embora ressalte que a ninguém irá impor a regra na fila da comunhão, negando a hóstia ao fiel em plena missa, Sheridan disse que os católicos não devem pensar que a confissão equivale à absolvição. ?Pode ser necessária uma retratação pública?, disse ele em entrevista à Associated Press. ?Nenhum pecado é imperdoável?, disse, mas os católicos não devem votar contra os ensinamentos da Igreja e ?depois escapar pelo confessionário?.?Isso é um pecado sério, ou mortal, como assaltar uma loja?, disse.Embora muitos bispos americanos tenham emitido alertas semelhantes dirigidos a políticos católicos que desafiam a Igreja na prática política, Sheridan provavelmente é o primeiro a levar a diretiva também aos eleitores, num ano eleitoral.?Ele forçou a questão além de qualquer outro bispo neste país, muito além do que os demais bispos americanos vêm fazendo e do que foi feito na Europa?, disse Thomas Reese, editor da revista jesuíta America e opositor da idéia de vincular a comunhão a opiniões políticas.

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