Bispos argentinos pedem orações por Cristina Kirchner

Os bispos católicos argentinos convocaram hoje uma cadeia de oração pela saúde da presidente Cristina Kirchner, que será operada na quarta-feira da semana que vem, dia 4 de janeiro, de um tumor na tireoide. "Rezamos pela presidente", anunciaram os principais bispos do país. Os médicos indicam que o tumor de Cristina Kirchner - que não apresenta metástase - possui de 90% a 95% chances de cura.

ARIEL PALACIOS, Agência Estado

29 de dezembro de 2011 | 11h03

O presidente da Associação Mutual Judaica Argentina (Amia), Guillermo Borger, anunciou - antes de partir para Israel - que pedirá pela saúde da presidente Cristina no Muro dos Lamentos, em Jerusalém.

A presidente, que será operada no Hospital Austral, na cidade de Pilar, na zona noroeste da Grande Buenos Aires, terá - a princípio - 20 dias de licença, para recuperar-se do pós-operatório. Desta forma, ela retornaria às funções presidenciais no dia 24 de janeiro. Durante sua ausência, a presidência da República ficará a cargo do vice-presidente Amado Boudou.

Diversos analistas políticos, entre eles o ex-embaixador na ONU e ex-secretário de cultura Jorge Assis, consideram que o período de recuperação de Cristina está sendo subestimado. "Deverão ser pelo menos 40 dias. Com certeza será mais do que isso", disse o analista.

Enquanto isso, organizações de militantes kirchneristas estão preparando uma vigília na frente do hospital Austral. A vigília, para rezar e "torcer" pela saúde de Cristina Kirchner, começará na terça-feira dia 3, véspera da operação da presidente. As organizações prometem concentrar milhares de pessoas em Pilar, como demonstração de respaldo popular da presidente, reeleita em outubro com 54% dos votos.

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