Bispos dos EUA aprovam plano contra abuso sexual

Os bispos católicos americanos aprovaram uma revisão da política de "tolerância zero" contra o abuso sexual, a fim de proteger os direitos dos sacerdotes acusados e, ao mesmo tempo, evitar que mais crianças sejam vitimadas.Por uma votação de 246 a 7, com seis abstenções, os bispos aprovaram o novo plano, que estipula que os sacerdotes devem ser afastados de suas funções - oficiar missa, ensinar em escolas religiosas, usar sotaina - depois de se confirmar um único caso de abuso sexual de menor. Desta forma, não basta que o sacerdote seja acusado para ser afastado. O novo plano, adotado depois de o Vaticano ter criticado a rígida política anteriormente proposta pelos clérigos americanos, "destina-se a equilibrar a compaixão pela vítimas com aquela para com os sacerdotes acusados de abusos", disse o cardeal Francis George, que anunciou a revisão votada hoje. A nova política estabelece que os bispos procedam a uma investigação confidencial sobre acusações de assédio sexual, para determinar sua veracidade.Se a instrução confirmar as acusações, o sacerdote será removido e processado por um tribunal eclesiástico. Dá-se como certo que essa política passará a ser lei da Igreja, obrigatória para todos os bispos americanos, após uma revisão final do Vaticano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.