Bispos pedem que ONU evite construções de Israel em terras árabes

Clérigos católicos defendem território 'independente e soberano' para palestinos.

BBC Brasil, BBC

23 de outubro de 2010 | 18h36

Clérigos defendem território "independente e soberano" para palestinos.

Um grupo de bispos católicos do Oriente Médio pediu neste sábado à comunidade internacional e às Nações Unidas que impeçam a ocupação de territórios árabes por parte de Israel.

Em declaração divulgada após um encontro de duas semanas, realizado em Roma, os clérigos disseram que o fim da presença israelense nestas áreas permitiria aos palestinos ter um território "soberano e independente".

Os bispos católicos afirmam ainda que a saída de Israel dos territórios árabes daria ao Estado judeu mais segurança dentro das suas fronteiras reconhecidas internacionalmente. Segundo os religiosos, Israel não deve usar os conceitos bíblicos de "terra prometida" e "povo escolhido" para justificar a construção de mais assentamentos em terras palestinas.

O encontro de Roma foi convocado pelo papa Bento XVI para discutir as divisões políticas, sociais e religiosas no Oriente Médio. Assentamentos na Cisjordânia

Em 26 de setembro, o governo israelense deu fim ao congelamento da construção de assentamentos no território palestino da Cisjordânia, que vigorava desde novembro do ano passado.

Mais de 300 mil colonos judeus moram na Cisjordânia, em cerca de 150 assentamentos.

Os Estados Unidos condenaram o fim do congelamento. O presidente Barack Obama chegou a pressionar o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, para que estendesse o prazo.

No começo de outubro, Netanyahu ofereceu a continuidade do congelamento se os palestinos reconhecessem Israel como "Estado judeu". No entanto, a liderança palestina recusou a oferta, afirmando que ela era injusta e desnecessária.

Segundo o grupo pacifista israelense Peace Now (Paz Agora), os colonos judeus quadruplicaram o ritmo das obras em assentamentos na Cisjordânia depois do fim do congelamento.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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