Blair admite dinheiro anônimo na sua campanha

O Partido Trabalhista, do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, admitiu ter recebido empréstimos que não foram declarados na prestação de contas da campanha eleitoral de 2005. No total, o partido teria recebido cerca de R$ 51,8 milhões em empréstimos de empresários milionários. De acordo com leis aprovadas durante o governo Blair, os partidos têm de declarar doações acima de £ 5 mil (cerca de R$ 18,5 mil). Mas a regra não se aplica a empréstimos, que só precisam ser declarados depois de quitados. Acusações O caso está provocando polêmica na Grã-Bretanha porque a oposição acusa o governo de ter indicado os financiadores para receber títulos de lorde. Trabalhistas negaram as acusações e disseram que os nomes seriam divulgados no futuro. A ministra da Saúde, Patricia Hewitt, disse que "não há evidência para estas alegações absurdas de que as pessoas estavam comprando títulos". O primeiro-ministro Tony Blair disse saber dos empréstimos, mas admitiu que o secretário de Finanças do partido, Jack Dromey, não havia sido informado. O próprio Blair admitiu que foi um erro não informar Dromey. Pelo menos três financiadores da campanha trabalhista tiveram seus nomes incluídos na lista de indicados ao título de lorde. Blair também reconheceu não ter informado ao comitê da Câmara dos Lordes que concede os títulos sobre os empréstimos. O partido Conservador, que gastou R$ 66 milhões nas últimas eleições, também teria se beneficiado da brecha na lei, que permite que empréstimos permaneçam anônimos até sua quitação.

Agencia Estado,

17 Março 2006 | 14h06

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