Blair admite que visita de Bush desencadeará protestos

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, admitiu nesta segunda-feira que a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a seu país desencadeará uma onde de protestos, mas defendeu os esforços das forças de ocupação para levar a democracia ao Iraque. Blair, principal aliado de Bush na guerra ao Iraque, disse ter aceitado a oposição das pessoas à guerra, mas insistiu que agora essas pessoas apóiem a restauração da ordem e da estabilidade iraquianas. "O presidente Bush fará uma visita de Estado ao Reino Unido dentro de oito dias", dirá Blair em um discurso sobre política externa que deverá pronunciar na noite de hoje no centro de Londres. "Para alguns, o roteiro dessa viagem já está definido. Haverá manifestações. Os amigos pensarão sobre o momento. Seus inimigos apontarão para o que consideram um potencial constrangimento. Acredito que este seja o momento exato para que ele venha." Bush e sua esposa, Laura, serão convidade da rainha Elizabeth II. Eles ficarão hospedados no Palácio de Buckingham entre os dias 19 e 21 de novembro. "Proteste se você quiser. Este é seu direito democrático", dirá Blair. "Critique a decisão de ir à guerra, mas tenha a dignidade de perceber que, sem ela, aqueles iraquianos que hoje gozam de liberdade ainda seriam reprimidos por Saddam Hussein, seus filhos e seus capangas." Segundo o texto do discurso de hoje, levar a democracia ao Iraque é "uma batalha de importância seminal para o início do século 21. Ela definirá as relações entre o mundo islâmico e o Ocidente no futuro". Blair afirmará ainda que se considera uma ponte diplomática entre os Estados Unidos e a Europa. Segundo ele, ambos persistem como "pilares gêmeos" da política externa britânica.

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