Blair adverte britânicos para risco de ação terrorista

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, alertou a população para a possibilidade de um atentado terrorista de grande envergadura no país, antes ou durante as festas de fim de ano. Os terroristas poderiam usar um homem-bomba suicida ou até mesmo armas químicas, segundo a Scotland Yard. O discurso do primeiro-ministro, feito durante banquete na City londrina, coincidiu com uma série de drásticas medidas de segurança no interior do Aeroporto de Heatrow. Dezenas de policiais fortemente armados, entre os quais atiradores de elite, ocupam pontos estratégicos do aeroporto londrino, prontos para agir. Medidas idênticas serão adotadas em outros aeroportos e terminais ferroviários, metroviários e rodoviários em toda a ilha. Enfrentando um dilema (como alertar a população sem causar pânico?), o chefe do governo ressaltou que existe, realmente, um perigo em potencial, mas pediu aos britânicos que não deixem que o medo do terrorismo paralise a sociedade. Blair insistiu que o terror espera resultados menos pelos atentados em si, e mais pelos transtornos à sociedade e à economia provocados pelo medo. O primeiro-ministro não citou uma ameaça em particular, mas ressaltou que nenhum país do planeta pode se considerar hoje imune a "eventos devastadores" como o recente atentado a bomba de Bali (quase 200 mortos, na maioria turistas estrangeiros). Nos Estados Unidos, o jornal The Washington Post informou que a Casa Branca pretende levar para a Justiça Militar o julgamento do franco-marroquino Zacarias Moussaoui, único suspeito de envolvimentos nos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington detido e processado. "O governo está frustrado com os obstáculos ao processo levantados na Justiça Civil", acrescentou o diário, que citou como fontes assessores categorizados do presidente George W. Bush.

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