Blair concorda em deslocar tropas para zona de perigo

O governo britânico concordou com o pedido dos Estados Unidos de enviar cerca de 900 homens do sul do país para a região mais perigosa do Iraque central, para que os soldados dos EUA possam se dedicar a combater nos focos de resistência sunita. A medida foi tomada a despeito de feroz oposição dentro do próprio Partido Trabalhista, do premier Tony Blair. Muitos crêem que a decisão é eleitoreira e que vidas britânicas serão postas na linha de fogo para beneficiar o presidente George W. Bush na eleição de novembro. Comandantes militares americanos falam em uma nova ofensiva contra os sunitas antes das eleições marcadas para janeiro, a fim de erradicar os rebeldes que dominam diversas cidades, especialmente Faluja, onde as negociações para submetera cidade à autoridade do governo central iraquiano foram interrompidas. "O governo está totalmente comprometido com o apoio ao governo provisório iraquiano e com a necessidade de haver eleições livres em janeiro. Também continuamos comprometidos com a proteção dos iraquianos inocentes, com o enfrentamento dos terroristas, seqüestradores e criminosos", disse o secretário de Defesa britânico Geoff Hoon à Câmara dos Comuns. De acordo com Hoon, um grupo blindado deixará o sul do Iraque e irá para o oeste de Bagdá.

Agencia Estado,

21 Outubro 2004 | 13h40

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