Blair defende ação militar contra o Iraque no Parlamento

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou hoje que o Iraque e também o mundo seriam melhores sem o regime do presidente Saddam Hussein, e que não se pode confiar no líder iraquiano em relação a seu arsenal de armas de destruição em massa. Em seu pronunciamento na Câmara Baixa do Parlamento britânico, Blair destacou que libertar o povo iraquiano de Saddam pode tornar o Iraque mais próspero e forçar o bem no Oriente Médio."Dessa forma, o fim do regime não causaria nenhum pesar a ninguém, com exceção ao próprio Saddam", afirmou Blair. O premier, no entanto, destacou que seu principal objetivo é o desarmamento. "O desarmamento de armas de destruição em massa é uma exigência. De uma forma ou de outra, o Iraque tem de aceder às nossas exigências", observou Blair. O primeiro-ministro britânico defendeu que a política de conter o Iraque não está funcionando, porque os programas de desenvolvimento de armas de destruição em massa continuam em andamento.Blair aproveitou o discurso também para criticar o desrespeito aos direitos humanos por parte do governo de Saddam Hussein. "Eu desafio qualquer um a defender a possibilidade de que esse ditador sádico e cruel tenha acesso a mais armas químicas, biológicas e nucleares", conclamou. Blair repetiu as acusações que constam do dossiê divulgado esta manhã contra o Iraque e afirmou que as informações de órgãos de inteligência mostraram que Bagdá adquiriu unidades móveis de armas biológicas que podem ser facilmente escondidas. Blair disse que as armas de destruição em massa configuram um problema para o Reino Unido, porque um conflito com o uso deste tipo de armas na região teria conseqüências em todo o mundo.Ao se referir às críticas de que não tem consultado o parlamento com freqüência e de que pode envolver rapidamente o Reino Unido em uma ação militar, Blair disse que o Parlamento ficará a par de todos os fatos, particularmente daqueles relacionados a uma ação militar. "Vejam os casos de Kosovo e do Afeganistão. Nós agimos com cautela, com o assunto sendo debatido no Parlamento. A ação militar foi a nossa última saída. Vamos agir da mesma forma agora", prometeu Blair.

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