Blair diz na Austrália que é preciso permanecer no Iraque

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, afirmou que se deve manter a presença armada australiana e britânica no Iraque junto às tropas dos Estados Unidos, em um discurso hoje perante o Parlamento de Canberra. Blair fez também um chamado a lutar contra o extremismo para defender os "valores comuns" de justiça e liberdade, e disse que não se trata de uma luta do Ocidente contra o Islã. "Temos que mostrar que estes valores não são ocidentais... americanos ou anglo-saxões, mas de propriedade comum da humanidade, valores universais que deveriam ser o direito dos cidadãos globais", insistiu o líder britânico perante o Congresso em Canberra. Blair ressaltou a importância de criar "alianças globais para valores globais" em um mundo no qual a política externa abrange vários continentes da mesma forma que a economia e as comunicações. O Reino Unido e a Austrália, disse Blair, devem construir uma aliança global para assegurar seu modo de vida perante a ameaça terrorista. "É uma guerra ideológica global contra nós e nossa forma de vida", afirmou Blair, para quem "a ameaça imediata provém do extremismo islâmico". A Austrália foi um dos principais aliados dos Estados Unidos na "guerra contra o terrorismo" de George Bush e enviou desde o início tropas tanto ao Afeganistão como ao Iraque, onde mantém cerca de 450 soldados. Da mesma forma que no Reino Unido, a presença armada australiana no Iraque dividiu a opinião pública do país, e Blair reconheceu que nem todos os cidadãos apoiaram as opções militares de Canberra e Londres. Mas, de qualquer maneira, disse, "não é momento de abandonar a guerra contra o terrorismo", e insistiu na necessidade de continuar lutando ao lado dos Estados Unidos. Blair participará da sessão de abertura do Fórum de Liderança Austrália-Reino Unido e visitará o Memorial de Guerra Australiano, antes de partir na terça-feira para uma curta visita de 24 horas à Nova Zelândia.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 01h58

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