Blair diz que coalizão vai ajudar Afeganistão pós-Taleban

Em reunião extraordinária do Parlamento, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, declarou nesta segunda-feira que a coalizão não vai abandonar o Afeganistão depois de encerrado o conflito. "Vamos trabalhar para ver instalado ali um governo multiétnico", disse Blair, ressaltando a necessidade de ser concedida substancial ajuda humanitária ao povo afegão. Pouco antes do pronunciamento do primeiro-ministro britânico, os ministros de Relações Exteriores dos países membros da União Européia (UE) haviam expressado a mesma linha de pensamento. Divulgaram declaração conjunta ao fim de uma reunião em Bruxelas, defendendo a instauração no Afeganistão de um governo formado com representantes de todas as etnias e correntes políticas do país. Falando aos deputados britânicos, Blair disse que o bombardeio das bases afegãs da organização terrorista de Osama bin Laden, bem como de alvos militares do Taleban, foi um "sucesso completo". Ele voltou a advertir contra o que qualificou de "máquina mentirosa do Taleban", que tenta passar para o mundo a "falsa idéia" de que os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e seus aliados são antiislâmicos. "Isso é mentira", insistiu Blair, ressaltando que os muçulmanos do mundo inteiro ficaram horrizados com os atentados cometidos na América e prometeram fazer o possível para reduzir os efeitos sobre o povo afegão dos bombardeios aliados àquele país. O primeiro-ministro disse que as ações militares vão continuar até a aniquilação dos terroristas. "Esta campanha marcará a vitória não da vingança, mas da Justiça sobre o terror." Por fim, alertou os britânicos para as conseqüências dos ataques aliados às bases terroristas, afirmando que interesses britânicos poderiam vir a ser afetados. O país, segundo ele, pode ser alvo dos terroristas que querem atingir a confiança dos britânicos em sua economia. Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.