Blair diz que guerra contra o Iraque "está muito distante"

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tentou tranqüilizar seus ministros ao garantir hoje que a guerra contra o Iraque "está muito distante". Segundo analistas, a informação, que chegou aos jornalistas do jornal The Daily Telegraph, de maior circulação da Grã-Bretanha, demonstra que o governo de Londres tenta tomar distância da política americana. Ontem, o subsecretário de Relações Exteriores, Mike O´Brien, já havia assegurado que uma intervenção em Bagdá não era "iminente nem inevitável". O funcionário, que cumpriu uma missão diplomática na Líbia, afirmou que a situação "seria muito diferente" se Saddam Hussein autorizasse o retorno dos inspetores de armas das Nações Unidas ao Iraque.Esta posição diverge da opinião do presidente americano, George W. Bush, para quem "não interessam as inspeções por inspeções", mas sim a derrubada do regime de Saddam. Também hoje, o Partido Conservador afirmou que Blair deveria convocar o Parlamento para o debate, caso comprometa as forças britânicas em uma ação militar contra o Iraque.David Davis, porta-voz dos Tories - como são chamados os conservadores britânicos -, disse que o governo, neste caso em particular, precisa se explicar. O deputado trabalhista Tam Dalyell, do partido do premier, afirmou ter enviado uma carta a Blair alertando que ele tem a "obrigação moral" de convocar o Parlamento para discutir possíveis ações militares contra o Iraque.

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