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Blair diz que Reino Unido deve se orgulhar por ação no Iraque

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse nesta quinta-feira à rádio BBC que o Reino Unido deve se sentir orgulhoso pela sua atuação no Iraque, e desmentiu alegações de que tenha falhado com sua missão na guerra.Segundo o jornal britânico The Guardian, Blair estava satisfeito com o desempenho das tropas britânicas no Iraque e deixou as portas abertas para que os soldados retornem ao Oriente Médio caso seja necessário.As declarações de Blair ocorrem um dia depois de o primeiro-ministro anunciar ao Parlamento a retirada nos próximos meses de 1.600 dos 7.100 soldados do Reino Unido que estão no Iraque, mas disse também que a presença britânica poderia aumentar, se fosse necessário.O ex-embaixador britânico em Bagdá Jeremy Greenstock criticou o lento progresso da transferência de responsabilidade sobre a segurança no sul de Bagdá à Forças iraquianas."Os esforços não realizaram o que foi programado e talvez por isso o foco foi perdido", disse Greenstock em documentário. Há um vácuo que permite que criminosos e insurgentes continuem atuando". Blair rejeitou em entrevista as acusações de que o Exército britânico não estaria preparado para violência que encontraram no Iraque."Quando nós retiramos o Saddam do poder, foi preciso reconstruir as Forças iraquianas, e nós o fizemos", disse o primeiro-ministro, que culpou grupos terroristas com a Al-Qaeda pela a atual violência que acontece no Iraque."Eu concordo com a dificuldade, mas não posso culpar a mim mesmo por carros-bomba que são lançados a mercados abertos", continuou Blair. "Não podemos nos desculpar por ajudar os democratas na luta contra o terrorismo".Blair defendeu as intervenções feitas durante seus dez anos à frente do governo britânico, ao destacar que o Reino Unido contribuiu para a supressão de ditaduras em Serra Leoa, Kosovo, Afeganistão e Iraque, e a "fazer do mundo um lugar melhor".

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