Blair e Mubarak defedem retomada do processo de paz

Um sangrento atentado suicida contra um ônibus voltou a provar a urgente necessidade de um acordo político para o conflito no Oriente Médio, disseram hoje em Londres o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, e o presidente do Egito, Hosni Mubarak. "Os israelenses não desaparecerão e os palestinos também não desaparecerão", comentou Blair em conversa com jornalistas após entrevista coletiva conjunta com Mubarak concedida depois de um encontro entre os dois líderes. "As pessoas precisam encontrar uma forma de viver juntas ou prosseguirá esta terrível situação na qual civis inocentes, que nada têm a ver com a política, têm a vida destruída e perdem seus entes queridos em atos de terrorismo e violência", prosseguiu Blair. Mubarak planeja reunir-se com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em Camp David na sexta-feira ou no sábado. O líder egípcio exigirá que os EUA apóiem rapidamente a criação de um Estado palestino, de acordo com uma entrevista concedida por ele ao jornal norte-americano The New York Times. O comentário também foi feito por um de seus assessores em encontro com alguns jornalistas em Washington. "Sinto muito pelas pessoas mortes nos dois lados", disse Mubarak. "Sinto muito pelos civis, que nada têm a ver com a guerra, mortos nos lados palestino e israelense. A violência nunca parará enquanto não houver negociação política." Nesta quarta-feira, um militante islâmico guiou um carro repleto de explosivos até o lado de um ônibus israelense e os detonou. Além do extremista, 17 israelenses morreram no atentado. Para Blair, é muito importante que um processo político esteja em andamento. Mas ele alertou que isto pode levar algum tempo. Na opinião de Mubarak, os negociadores poderiam focalizar o processo político da mesma forma como lidam com a situação de segurança na região.

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