Blair está satisfeito com acordo sobre resolução para Oriente Médio

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, expressou hoje sua satisfação pelo acordo sobre um projeto de resolução da ONU para pôr fim às hostilidades no Oriente Médio, informou hoje sua residência oficial de Downing Street. A resolução é "o primeiro passo vital para que esta trágica crise chegue a seu fim", acrescentou."A prioridade agora é que a resolução seja adotada o mais rápido possível e depois trabalhar por um cessar-fogo permanente e para alcançar as condições no Líbano e em Israel para que isto não volte a acontecer", ressaltou Blair em comunicado."Reconheço o trabalho do embaixador britânico na ONU (Emyr Jones Parry) e dos embaixadores francês e americano e de outros colegas da ONU que ajudaram a chegar a isto", acrescentou. "Não devemos nos esquecer da dimensão palestina, que é a raiz do conflito".O chefe de Governo prometeu trabalhar para promover o processo de paz no Oriente Médio, por considerar que é a única maneira de conseguir uma solução a longo prazo para a atual situação, com um Estado palestino que conviva com Israel.EUA e França fecham acordoOs Estados Unidos e a França fecharam neste sábado um acordo sobre uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para colocar um fim nos combates entre Israel e o Hezbollah, no Líbano. O anúncio foi feito pelo embaixador dos EUA, John Bolton. O gabinete do presidente da França Jacques Chirac confirmou que um acordo foi alcançado. Os dois países fazem a mediação com as partes em conflito: os EUA, com Israel, e a França com o Líbano (o Hezbollah aceitou ser representado pelo governo libanês, do qual faz parte).Antes do acordo, Paris insistia em que a Força Provisória da ONU no Líbano (Finul), que atualmente está no sul do país, fosse a supervisora do cessar-fogo, apoiada pelo Exército libanês. A Administração americana, no entanto, defendia que Israel permaneceria no sul até a chegada da nova força de interposição. O texto do acordo ainda não foi divulgado, mas será apresentado ainda neste sábado no Conselho de Segurança, com o objetivo de obter o máximo apoio. O que já se sabe é que o esboço da resolução pede a "total suspensão da violência" entre Israel e o Hezbollah, mas vai permitir ao governo israelense o direito de reagir se for atacada pelo grupo militante. De acordo com uma fonte, o documento não pede a suspensão imediata da violência. Essa parece ser a principal vitória dos EUA e de Israel. A França e outras nações vinham exigindo a suspensão imediata da violência, sem condições prévias, como um caminho para levar a região de volta à estabilidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.