Blair faz coro ao chamado de guerra de Bush

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha,Tony Blair, declarou hoje que a Grã-Bretanha está em guerracontra o terrorismo. "Provavelmente 200 ou 300 pessoas do ReinoUnido podem ter morrido (nos ataques terroristas nos EUA)",disse Blair. "Seja qual for a implicação técnica ou legal deuma declaração de guerra, o fato é que nós estamos em guerracontra o terrorismo", insistiu o premier que passou o fim desemana no telefone, pedindo apoio a todos os líderes mundiais.Blair vai a Berlim esta semana para debater as conseqüênciasdos ataques terroristas com o chanceler alemão, GerhardSchroeder, que se reunirá em seguida com o secretário-geral daOrganização do Tratado do Atlântico Norte, George Robertson. Ochefe do governo alemão tem encontros marcados também com oprimeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e com opresidente da Rússia, Vladimir Putin.O encontro de Shroeder com Putin é, aparentemente, o que maisinteresse desperta em Londres. Isso porque a Rússia parece estarrecuando de sua posição inicial, quando Putin condenou oatentado, ofereceu ajuda aos Estados Unidos e orientou orepresentante das Forças Armadas russas na Otan a firmar umadeclaração conjunta com a aliança atlântica. Nessa declaração, aRússia não só condenava os atentados como defendia puniçãoexemplar dos responsáveis. Mas hoje, em Moscou, o chefe doEstado Maior russo, general Anatoly Kvashnin, classificou como"improvável" a participação do Exército russo numa ação armadade retaliação contra os eventuais autores dos devastadoresataques terroristas de terça-feira em Nova York e Washington."Os Estados Unidos tem poder militar bastante nas mãos pararealizarem a tarefa sozinhos." Simultaneamente, o ministro daDefesa russo, general Sergei Ivanov, afastava qualquerpossibilidade de uma eventual ação militar da Otan contra oAfeganistão, a partir do território russo.O chanceler alemão deverá pedir uma posição mais clara dePutin que, como os Estados Unidos, inclui o saudita Osama binLaden (principal suspeitos dos atentados em Nova York eWashington) na lista de criminosos mais procurados. Bin Laden éacusado pelos russos de treinar guerrilheiros e terroristas queatuam na Chechênia. Ele teria inclusive patrocinado o atentado abomba que destruiu há dois anos um prédio de apartamentos emMoscou, causando dezenas de mortos e feridos.

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