Blair nega que Grã-Bretanha seja um "cãozinho" dos EUA

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, rebateu crítica de que a Grã-Bretanha teria se transformado num "cãozinho da América" na guerra contra o terrorismo. Em entrevista publicada hoje pelo jornal The Guardian, Blair afirmou também que Londres tem um importante relacionamento com os EUA e ajudou a garantir que Washington não agisse unilateralmente. Blair respondeu aos deputados e comentaristas políticos, que têm afirmado que a Grã-Bretanha estaria tão próxima da política externa norte-americana que não teria capacidade de agir com independência. O The Guardian, então, perguntou a Blair se ele não se sentia aborrecido "com a insistência das pessoas em considerar a Grã-Bretanha um cãozinho da América (o termo utilizado pelo jornal foi "poodle da América"). O primeiro-ministro respondeu: "Isto não me aborrece, mas acho que as pessoas estão erradas e potencialmente muito destrutivas em relação à influência de nosso país. É um fator positivo que o primeiro-ministro britânico tenha influência sobre o presidente americano". A Grã-Bretanha tem sido o principal aliado dos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo deflagrada depois dos atentados de 11 de setembro, inclusive com o envio de tropas para a campanha de Washington contra as forças do Taleban e da Al-Qaeda no Afeganistão.

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