Blair nega ter induzido o Parlamento a erro sobre Iraque

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, negou ter ?induzido a erro? os parlamentares britânicos, sobre as informações contidas em um dossiê a respeito das armas de destruição em massa do Iraque. O líder da oposição conservadora, Iain Duncan Smith, desafiou o premier a se desculpar perante a Câmara dos Comuns, depois que um relatório parlamentar concluiu que Blair inadvertidamente, induzira os parlamentares a erro quanto à origem do material publicado no dossiê distribuído em fevereiro. ?Não aceito que o Parlamento tenha sido enganado de nenhuma maneira?, disse o primeiro-ministro. Dois documentos produzidos pelos serviços de espionagem estão sob escrutínio, um publicado em setembro e o outro, em fevereiro. Um comitê parlamentar disse que o segundo, apelidado pela imprensa britânica de ?dossiê dissimulado?, enfraqueceu a defesa da guerra, uma vez que contém material plagiado de uma tese universitária elaborada há 12 anos. Blair insiste que a informação do dossiê é correta e que o material que deveria ter vindo de fontes de espionagem veio mesmo delas. ?Até que o primeiro-ministro aceite que apresentou de forma errada o status do segundo dossiê ao Parlamento, e se desculpe, a confiança nele vai desmoronar, e ninguém acreditará em uma única palavra que ele disser?, gritou Duncan Smith. Blair disse que o parlamentar conservador havia sido informado sobre o conteúdo dos dossiês, em 18 de setembro e 12 de fevereiro, pelos serviços de inteligência, e não havia manifestado nenhuma objeção na época.

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